Indústria do vidro reduz emissões e aumenta reciclagem

A Federação Europeia do Vidro de Embalagem (FEVE) levou a cabo um novo estudo de análise de ciclo de vida (LCA) para avaliar o desempenho do sector comparativamente aos dados publicados em 2009.
A comparação entre os dois estudos LCA evidencia progressos relevantes da indústria do vidro de embalagem em termos de teor de reciclado, economia de matérias-primas virgens, consumo de energia e redução de emissões.
O estudo fornece dados detalhados e representativos do desempenho médio da indústria europeia. Não se baseia em casos escolhidos pela sua boa performance. Abrange 84% (17,5 milhões de toneladas) das vendas de embalagens de vidro de 2012 (contra 72% das vendas de vidro de 2007) e 219 fornos de fusão de vidro (205 em 2007). Foram consideradas todas as tecnologias de produção e todas as cores de vidro. O estudo foi também revisto por um painel de especialistas em LCA, incluindo o presidente do comité ISO TC207/SC5 Life Cycle Assessment. Toldos os inputs e outputs da produção de uma garrafa de vidro estão agora disponíveis.
A metodologia LCA ajuda a medir alguns dos principais indicadores ambientais. O estudo LCA da FEVE para embalagens de vidro (garrafas e frascos) analisa cada etapa, desde a extração de matérias-primas até ao fabrico, transporte e destino final das embalagens de vidro após uso. O estudo mostra como a reciclagem em circuito fechado tem um impacto positivo elevado na sustentabilidade da embalagem de vidro. Com este estudo, a indústria conhece melhor a sua pegada ecológica e poderá continuar a avaliar a evolução dos seus indicadores ambientais.

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O relatório metodológico e o inventário de ciclo de vida estão disponíveis para download no website da FEVE. Para efetuar o registo para download, clicar AQUI.

Embalcer duplica capacidade de extrusão de cinta PET

A Embalcer, único fabricante português de cintas plásticas, investiu 3 milhões de euros numa nova linha de extrusão de cinta de poliéster (PET), reforçando a sua posição como um dos maiores produtores europeus deste produto.
O investimento permite à Embalcer duplicar a sua capacidade de produção, para reforçar a capacidade de resposta com prazos de entrega mais curtos e lançar novas referências e produtos para substituir a cinta de aço.
image_thumb[1]As novas referências incluem cintas com larguras de 19, 25 e 32 mm (tensão até 1500 kg) para cargas médias/elevadas, para aplicações nas indústrias da madeira, cerâmica, tijolos e mosaicos, blocos e pavimentos, cartão canelado, papel, e perfis de alumínio, entre outras.
A Embalcer tem uma posição consolidada como parceiro estratégico na área da embalagem, fornecendo soluções de cintagem completas (cinta, equipamento e serviço), e outras soluções de fim-de-linha para todo o tipo de indústrias.
A Embalcer participa como expositora na feira INTERPACK no próximo mês de maio.

Mercado dos aerossóis de alumínio estável em alta

image_thumbA produção de latas de alumínio para aerossóis permaneceu estável em 2015. As empresas filiadas na AEROBAL (Organização Internacional dos Fabricantes de Embalagens de Alumínio para Aerossóis) reportou uma produção total de 5,4 mil milhões de embalagens, repetindo o nível do ano anterior.

O secretário geral da AEROBAL, Gregor Spengler considerou este resultado muito satisfatório: "repetir o recorde de 2014 é de facto um bom resultado considerando as condições muito difíceis de 2015, com a tempestade económica na China, na Rússia e em várias economias emergentes, os problemas da Grécia, da Ucrânia e sobretudo do Médio Oriente, a incerteza global quanto aos preços do petróleo e as várias flutuações das taxas de câmbio. A evolução demonstra as fortes capacidades das empresas filiadas na AEROBAL a a excelente posição deste tipo de embalagem no contexto competitivo do mercado global da embalagem".

image_thumb[1]A produção na Europa e nos EUA, mercados dominantes em termos de volume, manteve praticamente o nível de 20145. A Austrália também se manteve estável, enquanto em África os volumes desceram ligeiramente. Nas regiões asiática, América Central e América Latina registaram-se ganhos, embora em alguns casos abaixo das expectativas.

Os produtos de cuidado pessoal representam a parte de leão das embalagens produzidas, mantendo cerca de 80%. Os produtos domésticos representam 10%, graças à evolução positiva registada.

Registam-se outros desenvolvimentos que também contribuem para uma visão positiva do futuro. Eric Frantz, da empresa CCL e presidente da AEROBAL, indica novas aplicações e melhorias de processo: "por exemplo, sistemas de válvulas inovadoras oferecem novas possibilidades de enchimento. A apresentação aerossol tem possibilidade de se expandir para novos mercados e as propriedades barreira e de higiene do alumínio contribuirão para dar frutos também no mercado farmacêutico".

Com um nível elevado de utilização das capacidades de produção, as empresas produtoras de embalagens de alumínio para aerossóis mostram vontade de investir, o que é sintoma de expectativas positivas para a AEROBAL que se mostra "cautelosamente otimista" para 2016.

Reciclagem de plásticos aumenta na Europa

A reciclagem de embalagens de plástico na Europa (28+2) atingiu  6,3 milhões de toneladas em 2014, que correspondem a 39,5% do total de resíduos de embalagens gerados nesse ano. A taxa de reciclagem ficou assim bem acima da meta de 22,5% estabelecida na diretiva embalagens.
Segundo as estatísticas elaboradas pela EPRO – a Associação Europeia de Organizações de Reciclagem e Valorização de Plásticos, os destinos finais da embalagens de plásticos repartiram-se da seguinte forma:

Reciclagem:                        39,5%
Valorização Energética:    38,5%
Aterro:                                   22,0%

A taxa de reciclagem aumentou de 34,7% em 2012 para 39,5% em 2014. À exceção de Malta, todos os países da Europa ficaram acima da meta de 22,5% e 24 países (incluindo Portugal) ficaram acima de 30%. As maiores taxas de reciclagem foram registadas na República Checa (52,1%), Alemanha, Eslovénia, Suécia e Irlanda.

Cerca de 64% dos resíduos pós-consumo de embalagens de plástico são gerados nas residências e os restantes 36% são gerados no comércio e indústria. A taxa de reciclagem no fluxo comércio/indústria foi em 2015 de 42,8% (37,6% em 2012), enquanto no setor doméstico passou de 33% (2012) para 37,7%.

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Alguns países recolhem todos os tipos de embalagens de plástico numa fração separada ou conjuntamente com outras embalagens leves: Alemanha, Finlândia, Islândia, Itália, Noruega, Portugal, Espanha e Suécia. Noutros países, como a Áustria e o Reino Unido, parte das regiões recolhe todos os plásticos, quanto outras regiões recolhem apenas as embalagens rígidas. A Alemanha, a Finlândia, a Islândia, a Noruega e a Suécia têm sistemas de depósito para a maior parte das garrafas de plástico. A Bélgica, a França e a Suíça apenas recolhem embalagens rígidas mas a França já iniciou a recolha de embalagens flexíveis.

Os países com mais elevadas taxas de valorização energética apresentam taxas de deposição em aterro inferiores a 10%. Na situação oposta estão países que não têm conversão de resíduos plásticos em energia elétrica. De países ainda depositam em aterro mais de 40% dos resíduos de embalagens plásticas. É o caso da Espanha, com 41% em 2014.

A taxa de reciclagem de resíduos de embalagens (39,5%) ficou acima da taxa de reciclagem apurada para todos os plásticos – 29,7% em 2014.
As aplicações de embalagem representam 40% dos plásticos colocados no mercado, 62% dos resíduos plásticos gerados e 81% dos resíduos plásticos reciclados (6,3 de 7,7 milhões de toneladas).

O setor agrícola gerou em 2014 1,4 toneladas de resíduos plásticos pós-consumo, designadamente filmes e outros plásticos não embalagem.  O destino final dos plásticos agrícolas foi: 28% para reciclagem, 31,1 para valorização energética e 40,9% para aterro

Crescimento no mercado global das etiquetas

The Future of Labels and Release Liners to 2021O mercado global das etiquetas deverá crescer 5,4% ao ano entre 2016 e 2021, até atingir o valor de 44,8 mil milhões de USD, prevê a Smithers Pira.
No relatório "The Future of Labels and Release Liners to 2021", a análise da Smithers Pira indica que o crescimento do mercado das etiquetas é induzido pelas mudanças económicas, sociais, demográficas e de estilo de vida, pela focagem dos detentores de marcas na redução na origem e na embalagem sustentável, pela procura de embalagens mais práticas pelos consumidores e pela influência crescente das cadeias retalhistas. O mercado é ainda influenciado pelo baixo custo da mudança de etiquetas e pela necessidade contínua de códigos de barras e outras aplicações de embalagem secundária que respondam às exigências de segurança alimentar e farmacêutica.
Os mercados de bebidas dominam o consumo de etiquetas; as bebidas alcoólicas são o maior segmento, com 27,5% do consumo global estimado para 2016. As atividades de turismo e hospitalidade nas grandes cidades suportam o crescimento do consumo de bebidas alcoólicas. A cultura ocidental influencia os consumidores jovens das economias emergentes. A estes fatores acresce o aumento do rendimento disponível e da classe média na região asiática.

"A previsão de crescimento do mercado das etiquetas é influenciada negativamente pela expectativa de crescimento económico moderado durante o período abrangido pela previsão" – indica Dan Rogers, responsável de publicações da Smithers Pira. "As economias emergentes e em desenvolvimento oferecem as melhores oportunidades para o crescimento do mercado das etiquetas".

A tendência crescente para a sustentabilidade da embalagem e da etiquetagem implica o aumento da preferência por sistemas de etiquetagem sem liners e esta ausência de material de suporte é associada a uma maior rapidez nas mudanças de material e de bobina. A tecnologia linerless também proporciona alta qualidade de impressão a cores, assim como a impressão no verso das etiquetas, para fins de informação ou promocionais. As etiquetas sem liners reduz resíduos e custos na produção das etiquetas.

Para mais informação sobre este relatório, clicar AQUI ou enviar um email para Julie Bostock.

Embalagem metálica pede chegar aos 132 mil milhões de USD até 2021

Depois de uma desaceleração significativa, o mercado global da embalagem metálica recuperou o crescimento, com maiores taxas na Ásia, na Europa Leste, no Médio Oriente e em África.
No seu recente relatório ‘The Future of Metal Packaging and Coatings to 2021‘, a Smithers Pira estima que o mercado vai crescer 3% em 2016 e atingir 106 mil milhões de USD, induzido sobretudo pelo aumento da procura nas economias emergentes e de transição, ao mesmo tempo que os mercados maduros permanecem estagnados. Nos anos que se seguem, o mercado global da embalagem metálica deverá crescer 4% em média anual até atingir os 132,1 mil milhões de USD em 2021.

Em termos de comércio global, países em desenvolvimento como a China, a Índia e o Brasil foram durante muito tempo considerados como produtores e exportadores significativos, fornecendo produtos para o mundo, mas, ao mesmo tempo, como fracos consumidores internos. Isso já não sucede.

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EMPACK – os grandes debates

imageAs boas práticas da Coca Cola, Volkswagen, Tiffosi, Europastry, Sonae, Lactogal, Sogrape, Sumol Compal, Continente e Mastercard são alguns dos casos de sucesso a apresentar na «Empack e Transport & Logistics», feira de embalagem, armazenagem, manutenção e logística, que se realiza nos dias 21 e 22 de setembro, no Porto.
A «Empack e Transport & Logistics» irá dar, com a edição deste ano, mais um passo para se afirmar como o evento internacional de referência em Portugal nas áreas da embalagem, armazenagem, manutenção e logística. Os participantes poderão mostrar as suas novidades a um público profissional e comprador e assistir a uma série de conferências e debates em espaços segmentados, onde empresas de renome terão representantes a expor o sucesso das suas práticas em toda a cadeira de valor de uma empresa.
Assim, na «Sala Empack» estará presente um painel de convidados onde se destacam nomes como Luís Santiago (packaging improvement & logistics manager da Sociedade Águas do Luso) e João Miguel Pancas (head of packaging da Bluefharma), que abordará o tema das exigências crescentes da ‘Nova Directiva de Medicamentos Falsificados’. Pedro Portugal Gaspar (inspector-geral da ASAE) é outro dos nomes sonantes e falará sobre a importância da embalagem na segurança alimentar. Representantes da Aimplas, Itene e da Universidade de Aveiro estarão também presentes para abordar a temática da inovação e reinvenção de materiais para embalagens. Destaque, ainda, para um debate moderado por Pedro Felício (APCADEC) sobre ‘Embalagem vs compras’, que tem como oradores Armando Madail, da Lactogal, Isabel Maria Santos, da Sogrape, e Filipe Santos, da Sumor-Compal.
Na «Sala Transport & Logistics», o painel de conferencistas será também de luxo, com destaque para Sandra Augusto, logistic manager da Volkswagen Autoeuropa, Luis Acosta (director de conhecimento da Supply Chain de Global Lean, com uma trajectória notável em empresas como Procter & Gamble, Oster o Johnson & Johnson) e Beatriz Jorge (gestora de desenvolvimento de negócio da GS1 Portugal). Representantes de grandes empresas do sector como Pallex, Lusocargo, Nacex e Interroll também estarão presentes neste congresso.
Duas das grandes novidades para a edição de 2016 são a realização de fóruns especializados em Transporte, com a participação da Coca Cola, da Europastry, da Sonae, da APOL y da Tiffosi, entre outros, e um fórum especializado, neste caso de logística para o e-commerce organizado em colaboração com a ACEPI – Associação da Economia Digital. Em 2015 este sector experimentou um crescimento de 13,3%, com uma facturação próxima dos 3,5 bilhões de euros. Este será, portanto, o grande desafio das empresas: saber adaptar o seu modelo de negócio tradicional às novas necessidades das grandes marcas que vêem na venda online o seu futuro. Representantes de empresas prestigiadas como os CTT, Crhonopost, Mastercard e Continente estarão presentes neste espaço de reflexão.
A segunda edição desta feira tem lugar a 21 e 22 de setembro, na Exponor, e irá apresentar-se com um grande número de novidades, mais 20% de expositores e 40% mais de área expositiva.
De referir que esta feira, da responsabilidade da EasyFairs, multinacional belga de organização de eventos, é já considerada pelos profissionais e players do setor como uma referência, apresentará soluções integradas que vão ao encontro das necessidades das empresas e conta nesta segunda edição com empresas portuguesas, espanholas, alemãs e francesas.
Os profissionais que queiram visitar este certame poderão fazer, desde já, a sua inscrição gratuita no site da feira.