Mercado dos aerossóis de alumínio estável em alta

image_thumbA produção de latas de alumínio para aerossóis permaneceu estável em 2015. As empresas filiadas na AEROBAL (Organização Internacional dos Fabricantes de Embalagens de Alumínio para Aerossóis) reportou uma produção total de 5,4 mil milhões de embalagens, repetindo o nível do ano anterior.

O secretário geral da AEROBAL, Gregor Spengler considerou este resultado muito satisfatório: "repetir o recorde de 2014 é de facto um bom resultado considerando as condições muito difíceis de 2015, com a tempestade económica na China, na Rússia e em várias economias emergentes, os problemas da Grécia, da Ucrânia e sobretudo do Médio Oriente, a incerteza global quanto aos preços do petróleo e as várias flutuações das taxas de câmbio. A evolução demonstra as fortes capacidades das empresas filiadas na AEROBAL a a excelente posição deste tipo de embalagem no contexto competitivo do mercado global da embalagem".

image_thumb[1]A produção na Europa e nos EUA, mercados dominantes em termos de volume, manteve praticamente o nível de 20145. A Austrália também se manteve estável, enquanto em África os volumes desceram ligeiramente. Nas regiões asiática, América Central e América Latina registaram-se ganhos, embora em alguns casos abaixo das expectativas.

Os produtos de cuidado pessoal representam a parte de leão das embalagens produzidas, mantendo cerca de 80%. Os produtos domésticos representam 10%, graças à evolução positiva registada.

Registam-se outros desenvolvimentos que também contribuem para uma visão positiva do futuro. Eric Frantz, da empresa CCL e presidente da AEROBAL, indica novas aplicações e melhorias de processo: "por exemplo, sistemas de válvulas inovadoras oferecem novas possibilidades de enchimento. A apresentação aerossol tem possibilidade de se expandir para novos mercados e as propriedades barreira e de higiene do alumínio contribuirão para dar frutos também no mercado farmacêutico".

Com um nível elevado de utilização das capacidades de produção, as empresas produtoras de embalagens de alumínio para aerossóis mostram vontade de investir, o que é sintoma de expectativas positivas para a AEROBAL que se mostra "cautelosamente otimista" para 2016.

Embalagem metálica pede chegar aos 132 mil milhões de USD até 2021

Depois de uma desaceleração significativa, o mercado global da embalagem metálica recuperou o crescimento, com maiores taxas na Ásia, na Europa Leste, no Médio Oriente e em África.
No seu recente relatório ‘The Future of Metal Packaging and Coatings to 2021‘, a Smithers Pira estima que o mercado vai crescer 3% em 2016 e atingir 106 mil milhões de USD, induzido sobretudo pelo aumento da procura nas economias emergentes e de transição, ao mesmo tempo que os mercados maduros permanecem estagnados. Nos anos que se seguem, o mercado global da embalagem metálica deverá crescer 4% em média anual até atingir os 132,1 mil milhões de USD em 2021.

Em termos de comércio global, países em desenvolvimento como a China, a Índia e o Brasil foram durante muito tempo considerados como produtores e exportadores significativos, fornecendo produtos para o mundo, mas, ao mesmo tempo, como fracos consumidores internos. Isso já não sucede.

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Reciclagem do aço atingiu 75%

A reciclagem de aço atingiu uma taxa de reciclagem média europeia de 75% em 2013, um ponto percentual acima da taxa média doano anterior, reporta a APEAL, com base em fontes de informação e numa metodologia revista pela Eunomia.

Uma tonelada de aço reciclado equivale a evitar mais de uma vez e meia o seu peso em emissões de CO2, mais do dobro do seu peso em matérias-primas e uma redução de 70% do consumo de energia necessária para produzir aço a partir de matérias-primas virgens.

“O abandono do Pacote da Economia Circular no início deste ano pela Comissão Europeia foi um claro desapontamento, mas há sinais prometedores de que será anunciada em breve uma alternativa que estabelecerá metas de reciclagem ambiciosas necessárias para conduzir a Europa para uma economia circular. A APEAL está confiante que este é o caminho a seguir e vamos continuar a concentrar os nossos esforços nos países onde ainda existe potencial para aumentar a reciclagem do aço” – declarou Alexander Mohr, secretário geral da APEAL.

Ano recorde para as latas de bebidas

image_thumb2014 foi um ano recorde para as vendas de latas para bebidas, com cerca de 63 mil milhões de latas cheias na Europa, mais 4% que no ano anterior, indica a Beverage Can Makers Europe (BCME), a associação europeia do sector com base na estatística elaborada pela Canadean. O enchimento de latas de refrigerantes com gás aumentou 5%, atingindo quase 32 mil milhões de latas, excedendo, pela primeira vez, o segmento das cervejas. Com um aumento de 2%, o enchimento de cervejas registou uma evolução notável, tendo em conta a redução global acima de 1% nas vendas de cervejas na Europa. Com 31 mil milhões de unidades cheias, as latas representam 22% do total das vendas de cerveja.

"Estes excelentes resultados foram obtidos apesar de o ano ter tido um verão moderado, enquanto o Europeu de Futebol foi benéfico, contribuindo para o consumo de latas" – diz a BCME. A Alemanha, que ganhou o campeonato, registou um aumento do enchimento de cervejas de 8%, confirmando a tendência de aceleração deste segmento. O aumento da variedade de formatos e tamanhos ao dispor das empresas de marca contribui para a diferenciação de produtos e permite que a latas seja utilizada por uma gama mais alargada de produtos e ocasiões de consumo.

A BCME reune os principais fabricantes de latas para bebidas na Europa: Ball, Crown e Rexam.

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Mostrando a diversidade cultural portuguesa

A Rexam foi escolhida pela Centralcer, detentora da marca de cerveja Sagres, para fabricar as latas para a edição limitada em latas com impressão promotora da diversidade cultural de dez regiões de Portugal. As latas usam a técnica de impressão HD (alta definição) da Rexam e verniz mate para dar vida às ilustrações. Desenhada por Joana Vasconcelos, artista portuguesa conceituada, a edição limitada celebra a paixão portuguesa pelas artes e pelo talento.
As latas de 33 cl foram produzidas na fábrica da Rexam em La Selva, Espanha, onde foi recentemente concretizado um projecto de engenharia para passar a produzir latas de alumínio.
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Aerossóis em alumínio: mais 2%

Apesar da turbulência económica e do abrandamento nas economias emergentes da Ásia e da América Latina, a indústria das latas de alumínio para aerossóis cresceu 2% em 2013 e atingiu a marca histórica de sete mil milhões de embalagens. O alumínio representa cerca de 50% das embalagens de aerossóis a nível mundial, reporta a AEROBAL, a associação internacional dos fabricantes de embalagens de alumínio para aerossóis. O sector da cosmética e responsável por cerca de 80% da produção total. Os segmentos alimentar e farmacêutico continuam a apresentar oportunidades de expansão significativas.

73% de reciclagem das embalagens metálicas de uso doméstico

A associação metal Packaging Europe reportou 73% como a taxa de reciclagem de 2011 para embalagens metálicas rígidas de uso doméstico (média europeia, UE 27 + EFTA), com um aumento de 2,8 pontos percentuais relativamente a 2010. A embalagem metálica rígida é o material de embalagem com a taxa de reciclagem mais elevada na Europa, diz a MPE.
As 188 mil toneladas adicionais de latas de aço e alumínio recicladas em 2011 equivalem ao aumento de 7% relativamente a 2010, resultando num total de 2,9 milhões de toneladas de metais reciclados para dar origem a novas embalagens e outros produtos, tais como materiais de construção, peças para automóveis e bicicletas.
Embora a MPE esteja convicta de que o sector vai cumprir a meta voluntária de reciclagem na Europa – 80% até 2010 – existe uma necessidade premente de aumentar a recolha selectiva e de melhorar a triagem de resíduos de embalagem. A este respeito, a MPE defende o estabelecimento de critérios de desempenho mínimos para os esquemas de responsabilidade alargada do produtor.