Bread4PLA: de resíduos de padarias a embalagens biodegradáveis

imageO projeto Bread4PLA, coordenado pelo AIMPLAS Instituto Tecnológico do Plástico (Valência, Espanha), foi premiado com um dos Green Awards na categoria Ambiente, refletindo o reconhecimento da Comissão Europeia que considera este projeto como um dos melhores projetos LIFE dos últimos 25 anos.
O BREAD4PLA tem por objetivo recuperar resíduos de padaria numa escala piloto à escala para desenvolver novas embalagens destinadas a serem, usadas no mesmo setor. A fermentação das crostas e desperdícios de pão cortado e de biscoitos permite obter polímero de ácido láctico (PLA), um bioplástico que pode ser imagetransformado em filme para dar origem a novas embalagens. O novo material contribui para reduzir a dependência dos materiais baseados no petróleo. É biodegradável, compostável e permite o fabrico de sacos e tabuleiros.
O desenvolvimento teve a colaboração de empresas como a Panrico e o Grupo Siro. É especialmente eficaz para evitar a rancidez de produtos como biscoitos, para os quais já se atingiu um tempo de vida útil até 12 meses. Por outro lado, representa uma aplicação de valor acrescentado para desperdícios que, de outro modo, serviriam para alimentação animal.
Neste projeto, colaboraram também investigadores do Centro de Tecnologia dos Cereais (CETECE, Espanha), do Instituto ATB (Postdam-Bornim, Alemanha) e do Centro de Biocompósitos da Universidade de Bangor (Reino Unido).

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MeetingPack 2015: Inovações para embalagem alimentar

Uma embalagem de plástico transparente para conservas alimentares, absorvedores de oxigénio que aumentam a duração dos alimentos e sacos para vinho ou azeite são algumas das inovações lançadas durante a conferência MeetingPack2015, nos dias 25 e 26 de Fevereiro.

imageA Kortec apresentou uma “lata” de plástico transparente que pode substituir as embalagens metálicas. A capacidade de conservação vai até aos 5 anos.

Absorvedores

Na Europa, o desperdício de alimentos atinge 95 kg por pessoa e por ano, cinco vezes mais do que no Japão.  Uma das opções consiste em aumentar o tempo de vida útil dos produtos embalados sensíveis à oxidação, incorporando scavengers, isto é produtos com capacidade para absorver o oxigénio residual, como é o caso do desenvolvimento concretizado pela Mitsubishi. Os scavengers podem ser incorporados como agentes externos, nas etiquetas ou em pequenas saquetas no interior da embalagem. Esta tecnologia, que evita a oxidação e a perda de cor dos produtos, é largamente usada no Japão mas ainda pouco na Europa. Uma das suas vantagens é o facto de não exigir a utilização de equipamentos adicionais.

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PLA mais resistente à temperatura

As indústrias de embalagem têm vindo a recorrer mais a biopolímeros baseados em polímeros de ácido láctico (PLA) como alternativa aos plásticos baseados no petróleo. O PLA é obtido a partir do amido de milho e é completamente biodegradável. No entanto, e até muito recentemente, o PLA tinha a limitação de perder a rigidez a partir dos 60 °C, o que afastava as aplicações que envolvem temperaturas superiores. Os investigadores do Instituto Fraunhofer de Pesquisas Aplicadas de Polímeros (IAP), de Potsdam (Alemanha), encontraram uma forma de aumentar a resistência térmica deste bioplástico. Uma das aplicações mais interessantes é na indústria de embalagem alimentar: o enchimento de copos de iogurte a temperaturas mais elevadas. Os copos fabricados em "stereo-complexos" de PLA mantêm a forma e permanecem estáveis mesmo a temperaturas até aos 120 °C. O Dr. Johannes Ganster, director de divisão do IAP, explica o princípio: "para tornar os plásticos de PLA mais estáveis a temperaturas mais elevadas, introduzimos stereo-complexos com componentes especiais de L-lactida e D-lactida. Estas moléculas rotativas nas direcções esquerda e direita complementam-se entre si para tornar a liga mais estável".
Várias empresas já mostraram interesse, considerando o potencial. A produção de biopolímeros de PLA é independente da escassez progressiva do petróleo. Além disso, o novo material é compostável e também pode ser reciclado por decomposição em ácido láctico. A grande vantagem está no facto de poder ser são durável como qualquer plástico baseado no petróleo, e pode ser usado para muitos outros produtos, como filmes de protecção, caixas de computadores e sacos de compras. O IAP está actualmente a trabalhar com um fabricante alemão interessado em utilizar este novo material.

Coca-Cola em saco

Coca-Cola em saco? Não é bem assim…
No Brasil, em El Salvador e noutros países da América Latina, algumas pessoas têm o hábito de pedir ao vendedor de bebidas que abra a gararrafa de vidro de Coca-Cola e deite o refrigerante para um saco de plástico. Não é uma alternativa real à garrafa "clássica", mas um modo simples de o consumidor evitar pagar  depósito da garrafa retornável.
Depois, a Coca-Cola decidiu lançar os seus próprios sacos, para manter a visibilidade da marca. Os sacos replicam o formato da garrafa e têm impresso o logótipo da marca. O plástico é biodegradável, diz a empresa.
Para vender e servir a Coca-Cola, são agora usadas duas embalagens (a garafa e o saco), em vez de uma só…

PLA mais resistente à temperatura

image A Purac desenvolveu soluções para aumentar a resistência térmica do PLA para injecção, extrusão e produção de fibras. Os homopolímeros de PLA conhecidos pelas siglas PLLA e PDLA que estão na base desta melhoria do desempenho térmico, passam a estar comercialmente disponíveis. "A nossa tecnologia permite aumentar a estabilidade térmica do PLA até aos 80 a 150 °C" – diz a Purac. Os homopolímeros de PLA podem ser utilizados para produzir plásticos com resistência térmica acrescida, incluindo filmes, fibras e espumas.
A Purac (Gorinchem, Holanda) é a maior produtora mundial de ácido láctico e uma das principais produtoras de bioplásticos baseados no ácido láctico, com fábricas nos E.U.A., Holanda, Espanha, Brasil e Tailândia.

Danone ganha ‘bioplastics award’

 

imageOs bioplásticos estão a mudar dos produtos de nicho de mercado para os produtos de consumo em massa. O sexto ‘Bioplastics Award’ foi atribuído à Danone GmbH, a subsidiária alemã da marca multinacional, pela introdução das marcas Activia e Actimel em embalagens de PLA e de "PEAD verde" (polietileno derivado na cana-de-açúcar, produzido no Brasil pela Braskem). Atribuído pela Bioplastics Magazine, o ‘Bioplastics Award’ foi decidido por um júri imagede 5 pessoas vindas da universidade, da imprensa e das associações sectoriais.
Actualmente, mais de metade dos produtos Danone lançados no mercado alemão têm embalagens de bioplásticos. Apesar dos méritos ambientais dos bioplásticos, a sua introdução em larga escala na categoria dos produtos de "grande consumo" suscita preocupações e controvérsia. Sem separação e recolha específica, os novos plásticos biodegradáveis são misturados com os outros plásticos e tornam a reciclagem destes muito difícil ou mesmo impossível.

SACMI: linha completa para bio-bottle

imageA SACMI está a instalar em Itália uma linha completa para produção e engarrafamento de água em garrafas ‘bio-bottle’. Com esta linha, as águas Sant’Anna (Azienda Fonti di Vinadio) vão produzir a suas garrafas a partir da matéria-prima, em granulado. Em vez do PET, a empresa optou pelo PLA (polímero de ácido láctico), um plástico biodegradável e compostável produzido a partir do milho. O processo de produção das garrafas inclui a produção de pré-formas por compressão (em vez do processo de injecção), seguindo-se a moldação-sopro das garrafas e o enchimento. A SACMI fornece todos os equipamentos, quer para a produção de garrafas, quer para a linha de engarrafamento.
A Azienda Fonti di Vinadio foi pioneira na introdução das garrafas de PLA ‘Bio-bottle’ na Itália. A empresa vende anualmente 750 milhões de garrafas.