Embalagem metálica pede chegar aos 132 mil milhões de USD até 2021

Depois de uma desaceleração significativa, o mercado global da embalagem metálica recuperou o crescimento, com maiores taxas na Ásia, na Europa Leste, no Médio Oriente e em África.
No seu recente relatório ‘The Future of Metal Packaging and Coatings to 2021‘, a Smithers Pira estima que o mercado vai crescer 3% em 2016 e atingir 106 mil milhões de USD, induzido sobretudo pelo aumento da procura nas economias emergentes e de transição, ao mesmo tempo que os mercados maduros permanecem estagnados. Nos anos que se seguem, o mercado global da embalagem metálica deverá crescer 4% em média anual até atingir os 132,1 mil milhões de USD em 2021.

Em termos de comércio global, países em desenvolvimento como a China, a Índia e o Brasil foram durante muito tempo considerados como produtores e exportadores significativos, fornecendo produtos para o mundo, mas, ao mesmo tempo, como fracos consumidores internos. Isso já não sucede.

“Enquanto a embalagem metálica de grande capacidade e a embalagem relacionada com a exportação caiu ligeiramente nos mercados emergentes, a mobilidade social e a expansão da classe média induziram o aumento do consumo mais de 20% ao ano, à medida que os rendimentos disponíveis aumentaram, especialmente nas grandes cidades” – diz Dan Rogers, responsável de publicações da Smithers Pira.

“Como resultado, as potências económicas começaram a aumentar o consumo doméstico, criando mais oportunidades de crescimento para negócios locais. As nuances dos gostos dos consumidores dessas regiões, tais como a preferência dos indianos pelas latas de conservas alimentares em detrimento das embalagens de plástico rígido, ou as bebidas tradicionais do Brasil, trouxeram um novo impulso de crescimento mais orientado para as marcas e comércio locais, que para a importação ou exportação de especialidades”.

Um dos desenvolvimentos mais significativos no mercado da embalagem metálica é o das cervejas e refrigerantes artesanais de baixo volume e valor mais elevado. Este fenómeno no mercado das bebidas veio trazer alguma animação em regiões que de outro modo estariam saturadas, como a França ou a Alemanha. Pequenas cervejeiras e produtores de refrigerantes não podem vender tanto quanto os grandes produtores, mas optam por usar as embalagens relativamente baratas de 330 ml e 500 ml como base para designs sofisticados a 360 graus, logótipos holográficos e impressões apelativas para consumidores de nicho. A tecnologia de impressão digital permite aos produtores de embalagens metálicas fornecer pequenas quantidades sem aumentar muito o custo por embalagem. Os grandes produtores também se envolveram nesta tendência, lançando no mercado dos produtos de massa (FMCG) maior variância de produtos, edições limitadas de latas para comemorar eventos especiais, e campanhas de marketing orientadas para tirar partido das novas possibilidades do mercado das bebidas.

Os consumidores estão mais conscientes que nunca sobre as questões ambientais, e existe uma tendência forte para recuperar as embalagens metálicas de bebidas e também de aerossóis, especialmente na Europa. A Comissão Europeia impôs metas de reciclagem e taxas de deposição em aterro. A reciclagem na Europa aumentou nos anos mais recentes, chegando aos 75% em 2013 para as embalagens metálicas rígidas. O objetivo das indústria de chegar aos 80% até 2020 está à vista. Outras regiões, como é o caso da América do Norte, estão mais atrasados neste objetivo, com apenas 35% de reciclagem de embalagens metálicas em 2013.

Para mais informação sobre o relatório ‘The Future of Metal Packaging and Coating to 2021’, clicar AQUI ou enviar uma mensagem de correio eletrónico a Julie Bostock.

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