MeetingPack 2015: Inovações para embalagem alimentar

Uma embalagem de plástico transparente para conservas alimentares, absorvedores de oxigénio que aumentam a duração dos alimentos e sacos para vinho ou azeite são algumas das inovações lançadas durante a conferência MeetingPack2015, nos dias 25 e 26 de Fevereiro.

imageA Kortec apresentou uma “lata” de plástico transparente que pode substituir as embalagens metálicas. A capacidade de conservação vai até aos 5 anos.

Absorvedores

Na Europa, o desperdício de alimentos atinge 95 kg por pessoa e por ano, cinco vezes mais do que no Japão.  Uma das opções consiste em aumentar o tempo de vida útil dos produtos embalados sensíveis à oxidação, incorporando scavengers, isto é produtos com capacidade para absorver o oxigénio residual, como é o caso do desenvolvimento concretizado pela Mitsubishi. Os scavengers podem ser incorporados como agentes externos, nas etiquetas ou em pequenas saquetas no interior da embalagem. Esta tecnologia, que evita a oxidação e a perda de cor dos produtos, é largamente usada no Japão mas ainda pouco na Europa. Uma das suas vantagens é o facto de não exigir a utilização de equipamentos adicionais.

image_thumb[5]Outra proposta na área dos absorvedores de oxigénio e da embalagem activa é a embalagem Shelfplus O2 da Albis Ibérica. Neste caso, a substância absorvedora é integrada no material com que são fabricadas as embalagens, em vez de ser um elemento externo da embalagem.

“Garrafas” flexíveis para vinho

A UBE Engineering Plastics expôs a mais recente tecnologia de filmes plásticos para embalagem. A empresa desenvolveu um novo material com propriedades acrescidas de resistência, elasticidade, versatilidade e durabilidade que melhora a embalagem flexível para alimentos e que pode ser usada para acondicionar vinho em “garrafas” flexíveis.

Polímeros de alta barreira

A Nippon Gohsei, do Japão, apresentou resinas compostáveis e convencionais com barreira ao oxigénio ultra-elevada (EVOH) para embalagem sob atmosfera modificada. O EVOH é o material plástico com barreira mais elevada ao oxigénio e por isso é usado em numerosas aplicações de embalagem, para impedir a entrada ou para impedir a saída do oxigénio. Pode ser usada em múltiplos formatos, tais como tabuleiros, garrafas, copos ou pacotes para carne, peixe, massas ou café. Além disso, esta embalagem funcional tem uma elevada biodegradabilidade porque tem um elevado teor de bio-resinas.
A SunChemical lançou diversos revestimentos (SunBarCO2) para embalagem alimentar fabricados com materiais barreira que reduzem a permeação de oxigénio e vapor de água, luz, aromas e odores, susceptíveis de alterar os produtos embalados. Entre outras vantagens, estes revestimentos permitem reduzir a espessura da embalagem, aumentar a transparência, melhorar a reciclabilidade, proteger contra a exposição a radiação UV e reduzir o consumo de energia.
A Repsol está a trabalhar numa variedade de plásticos formulados por medida para os consumidores e com um conjunto de propriedades que permitem usos múltiplos. Entre as principais características estão a flexibilidade, a resistência mecânica, o baixo peso, a estabilidade, a elevada impermeabilidade à humidade e, em alguns casos, a compatibilidade com a esterilização. O objectivo é obter melhores embalagens com menos espessura sem alterar as propriedades da embalagem final. Uma das inovações recentes da Repsol é um material que permite reduzir a espessura do filme até 30%, mantendo a resistência dos filmes actualmente utilizados para o fabrico de todos os tipos de embalagem.
A EVAL também lançou novos desenvolvimentos do EVOH com flexibilidade melhorada, indicada, por exemplo, para o fabrico de bolsas bag-in-box para óleos ou sumos.
As folhas de alumínio tem sido usadas há longos anos como material barreira pela indústria de embalagens flexíveis para proteger alimentos contra os efeitos da oxidação, da humidade e da luz. Os filmes de BOPP ou PET metalizados são uma alternativa para alimentos menos sensíveis aos factores externos. A apresentação da Toray Films incidiu sobre o processo que permite obter filmes metalizados com barreira e resistência acrescidas e também com redução da pegada de carbono.
A EDV Packaging está a obter resultados importantes na optimização das embalagens barreira, especialmente com o EVOH e o uso de espumas plásticas em embalagens para alimentos para bebés, pré-confeccionados e piimageckles. Esta tecnologia alargar-se a outras áreas da embalagem alimentar em que se pretenda aumentar o tempo de vida útil.
A proposta da Macro Engineering é de uma nova tecnologia para coextrusão de camadas individuais expandidas. Esta tecnologia transforma materiais plásticos, reduzindo o peso de embalagens como tabuleiros de carne, pratos de pré-cozinhados, etc..
Evitar a produção de resíduos é a melhor forma de conseguir a eficiência de recursos, mais do que a reciclagem. Como exemplo de inovação na gestão de resíduos, a BASF apresentou os resultados conseguidos com o seu material Ecovio, designadamente aplicações como as cápsulas compostáveis e biodegradáveis para café que podem ser descartadas juntamente com os resíduos orgânicos.

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