SIMEI de novo

O SIMEI, salão bienal para os sectores da enologia e equipamentos de engarrafamento de vinhos, azeites e bebidas, está de volta este ano, com datas marcadas para os dias 12 a 16 de Novembro, no parque de feiras de Rho, arredores de Milão.
O SIMEI proporciona uma panorâmica sobre o alto nível tecnológico a que chegaram as indústrias dos vinhos e das bebidas, apresentando um leque muito alargado de soluções técnicas compatíveis com necessidades específicas, desde a produção até às linhas de engarrafamento. No SIMEI, pode encontra-se todo o tipo de equipamento, material ou acessórios relacionados com a produção e engarrafamento de vinhos, cerveja, sumos e refrigerantes. Também é possível encontrar soluções para as etapas subsequentes, tais como máquinas de embalagem e paletização.

No que toca a embalagens propriamente ditas, e muito mais do que os fabricantes de garrafas de vidro, os fabricantes de rolhas de cortiça (com destaque para as empresas portuguesas) voltarão a exibir no SIMEI. Ao fim e ao cabo, a troika vinho-cortiça-vidro ainda reina este mercado.

Máquinasimage

O sector italiano das máquinas de processamento vinícola recuperou da crise de 2009. Em 2012, as vendas subiram 9% e chegaram aos 1,956 milhões de euros. Nas exportações, a liderança pertence às máquinas de encher, fechar, capsular, rotular e carbonatar. Em conjunto, este grupo exportou mais de mil milhões de euros.
As importações de máquinas mantiveram-se estáveis nos dois últimos anos, favorecendo o superavit do sector, que ascende a 1,5 mil milhões de euros.
Em 2012, outros segmentos do sector das máquinas registaram também resultados muito positivos. O segmento das máquinas para preparação de bebidas aumentou 235%, o segmento das prensas para vinho e azeite aumentou 17%, cifrando-se em 67 milhões de euros. O segmento das máquinas de lavar e secar garrafas aumentou 30%.

Barris e tonéis

A exportação de depósitos, barris e tonéis de madeira quase duplicou em volume e atingir em 2012 um valor total de 5,5 milhões de euros. Mas neste segmento da embalagem de madeira para vinhos, a Itália é sobretudo um país importador: 22 milhões de euros foi quanto gastou em 2012 para adquirir barris e tonéis de madeira.

Sumos

O mercado italiano de sumos de frutas e de bebidas naturais foi penalizado pela recessão económica. A queda de vendas, na ordem dos 4,5%, registou-se no retalho e no sector horeca (hotelaria, restauração e cafetaria), com o consumo a baixar para 840 milhões de litros. Esta evolução contrasta com o cenário internacional, em que os sumos registaram uma progressão de 1,5% nos dois anos mais recentes, com predominância das "bebidas de sumo" (com menor teor de fruta) sobre os sumos 100% e os néctares.

Refrigerantes

O mercado italiano das bebidas não alcoólicas registou uma tendência negativa. No final de 2012, o consumo global de refrigerantes estima-se em 3 640 milhões de litros, ou seja uma descida média de 4-5% comparativamente ao ano anterior. O consumo per capita está actualmente nos 61 litros/ano, abaixo da média da União Europeia (96 litros/ano). A nível internacional registou-se um aumento do consumo das bebidas lisas e funcionais, ao mesmo tempo de decresceu o consumo de refrigerantes carbonatados.

Cervejas

imageO sector cervejeiro apresenta melhores indicadores, com a consolidação das vendas e dos volumes de produção. O consumo aumentou 1,4% de 2011 para 2012, fixando-se num volume per capita de 29 litros/ano. Nos mercados internacionais, o consumo aumentou nas regiões emergentes – Ásia e América Latina em particular. A Europa registou uma evolução menos favorável, embora com aumento de 3,3% comparativamente a 2010.

Águas

O mercado das águas engarrafadas mostrou-se estável. Depois da descida em volume no período 2009-2010, o sector voltou a ter evolução ppsitiva em 2011, com um aumento de 1,4% das vendas em hipermercados, supermecados e outros estabelecimentos de livre serviço. Nos mercados internacionais, as águas engarrafadas continuam a ser o principal segmento das bebidas não alcoólicas, com um consumo de 235 mil milhões de litros num total de 530 mil milhões relativo a todo o tipo de bebidas não alcoólicas (dados de 2011; fonte (Source Beverfood.com*).

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