Realidade Aumentada: ferramenta para vender

O fascínio pela "realidade virtual" assenta numa coisa simples: a curiosidade pela sua aproximação à realidade propriamente dita. Os "ambientes" totalmente virtuais são possíveis mas pouco práticos. Geram normalmente ficheiros de grande dimensão cuja "portabilidade" ou velocidade de transmissão é lenta e cara. Misturar a imagem real com a imagem virtual é uma forma de ultrapassar esse problema. Surgiu assim a "realidade misturada" (imagem virtual sobreposta numa imagem real), de que uma das modalidades é a chamada "realidade aumentada".
Os primeiros desenvolvimentos e aplicações ocorreram no mercado do entretenimento. Mas, entretanto, a realidade aumentada foi descoberta como ferramenta de trabalho. Por exemplo, sobrepondo a imagem virtual criada em computador sobre a imagem real de uma embalagem, é possível simular e antecipar o aspecto que uma embalagem irá ter.

Já não se trata de uma simulação 3D totalmente virtual, mas de uma imagem real com um elemento novo sobreposto. Isto pode ser feito em animações ou filmes 3D, o que significa que um fabricante de embalagens pode apresentar ao cliente um pré-filme do que serão as  futuras embalagens, mostrando-as a ser manipuladas por uma mão, expostas nas prateleiras de um hipermercado, etc..

A versão mais recente do Sistrade® Print, o software ERP|MIS desenvolvido pela Sistrade para a indústria gráfica, já inclui a possibilidade de integração com um sistema de realidade aumentada aplicado à orçamentação de caixas de cartão. Por isso, a Sistrade é uma participantes na Jornada Técnica sobre Realidade Aumentada marcada para o dia 17 de Novembro, em Madrid. Mais uma vez, a software house portuguesa coloca-se na "linha da frente" das soluções para o futuro da indústria gráfica.

Portencial interactivo

Com a tecnologia de "realidade aumentada" – sobreposição de imagens virtuais sobre imagens reais, é possível proporcionar a um Cliente, e à distância, a "experiência" de apontar a câmara do seu telemóvel para uma embalagem, activar uma aplicação específica  e passar a ver a imagem a imprimir sobreposta sobre a imagem real da embalagem! E como a aplicação é interactiva, o Cliente também pode ver no écrã do seu telemóvel "balões" com notas e mensagens sobre um determinado detalhe da impressão.
A tecnologia que até muito recentemente apenas servia para brinquedos pode tornar-se uma ferramenta de vendas.  As duas coisas podem, aliás, estar ligadas.
No futuro, a "realidade aumentada" pode acrescentar interactividade às embalagens. Enquanto toma uma refeição, a criança pode ver uma animação sobreposta sobre a embalagem que tem diante de si. Quando faz compras, o consumidor pode aceder a informação detalhada sobre o produto, projectada e animada sobre a embalagem que tem na mão. A embalagem pode ser a "ferramenta" necessária para um jogo interactivo no PC. Tudo isto sem uma sofisticadíssima e pesadíssima "realidade virtual"!

Fantasia? Ficção? Nada disso, é apenas a tecnologia de hoje à espera que a apliquem. Algumas marcas (Pringles, Cadbury, …) já fizeram a experiência, como se pode ver nos filmes quer se seguem

Alguns exemplos:

Neste filme, podemos ver como um jogo só é jogável com as barras de chocolate Cadbury

Noutro exemplo, a caixa de cereais Chocapic, com um sensor de movimento, é usada como consola…

A embalagem de Pringles é, no filme seguinte, indispensável para mais um jogo…

No filme seguinte, uma pulseira de cartão é o suficiente para experimentar on line o modelo de um relógio. A ideia pode aplicar-se a qualquer acessório ou mesmo peça de vestuário…

Finalmente, uma tecnologia que revolucionária que substitui os teclados e écrãs que conhecemos. Um filme para ver com atenção!

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