A indústria gráfica europeia precisa de se renovar

O crescimento dos meios digitais e consequente declínio das tiragens impressas, juntamente com o aumento dos preços das matérias-primas e a pressão da concorrência asiática colocaram os impressores europeus numa situação de aperto. Um estudo da VTT (empresa de pesquisa com sede na Finlândia) sonre a situação actual da indústria gráfica mostra que as empresas deste sector necessitam de acções urgentes para continuarem competitivas.
Na última década, a indústria gráfica e da impressão foi sacudida por uma mudança estrutural considerável. O crescimento dos meios digitais veio alterar o ambiente operacional da indústria da impressão, conduzindo as empresas a fundir-se e a cortar capacidade. A crise financeira mundial de 2008 atingiu duramente os impressores europeus e desde então, apesar de o pior já ter passado, não há sinais de que a indústria possa recuperar o volume de negócio anterior. Enquanto os meios digitais estão a diminuir a procura de produtos impressos tradicionais, os preços das matérias-primas estão a subir e os concorrentes asiáticos estão a pressionar o mercado.

A VTT estudou a situação actual da indústria gráfica europeia e explorou as medidas necessárias para a sobrevivência do sector, com base em mais de 30 entrevistas com 18 empresas eupeias do sector. O estudo mostra que a sobrevivência da indústria gráfica europeia depende de factores como os seguintes: aumento da eficiência e flexibilidade na produção, aposta em produtos de maior valor acrescerntado e lançamento de novas aplicações e serviços baseados na competência de impressão. Estes factores são indicados para uma situação em que as tiragens estão a baixar mas a gama de produtos impressos está a aumentar.
A eficiência na procução pode significar, por exemplo, que as máquinas de impressãopossam suportar um leque mais vasto de formatos e produtos,  e que sejam mais flexíveis que antes. A eficiência também pode ser melhorada modificando os métodos de produção para os tornar mais próximos do utilizador final, por exemplo, utilizando a máquina impressora também para o processamento do material.
Os meios interactivos que combinam meios digitais e meios impressos tornam possível a criação denovos produtos e serviços, em que a experiência do utilizador é mais singificativa. Já estão no mercado aplicações em que os telemóveis são utlizados como ligação entre os vários meios. A realidade virtual já provou que pode ser uma fonte de valor acrescentado para produtos impressos. No futuro, haverá um produto impresso que não necessitará de um dispositivo intermediário como o telemóvel. A terceira opção futura para a indústria europeia envolve a utilização do seu equipamento e experiência para satisfazer as necessidades de outros sectores, usando a tecnologia de impressão para criar produtos totalmente novos.
A sustentabilidade é um tema que a indústria precisa de se concentrar, no que diz respeito ao desenvolvimento do produto, e também no que diz respeito ao marketing. Existem opiniões adversas sobre esta matéria, não necessariamente baseadas em factos. Em ordem a sobreviver e prosperar, a indústria gráfica europeia deve ter em conta as necessidades dos consumidores e dos utilizadores e empresariais no que respeita à sustentabilidade e à aptidão para uso dos produtos.

A renovação requer que todo o cluster trabalhe em conjunto. Embora toda a indústria seja desafiada, a proactividade é especialmente exigida às maiores empresdas, de modo a que a mudança se processe gradualmente e se propague por todo o sector. Com base no estudo recentemente efectuado, a VTT está preparar três projectos de investigação destinados a melhroar a competitividade da indústria no futuro. Estes projectos abrangem os três cenários de sobrevivência acima referidos:  eficiência, valor acrescentado e novos produtos. A VTT projecta constituir consórcios industriais para cada um dos três projectos individuais. Para tal convidou emnpresas de toda a cadeia de valor.

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