Bactéria EHEC não sobrevive no cartão canelado – afirma a FEFCO

O cartão canelado é limpo e higiénico graças a elevada temperatura aplicada durante o processo de fabrico e porque cada embalagem é usada apenas para uma entrega. Estes factores são importantes no contexto dos incidentes trágicos recentemente registados e que envolvem a contaminação de alimentos com a bactéria EHEC (Enterohaemorrhagic Escherichia coli), e cuja origem ainda não foi identificada.
A EHEC é uma espécie da bactéria E.coli (Escherichia coli), do grupo das Enterobacteriaceae. As condições ideiais para estas bactérias são uma temperatura  entre 25 °C e os 40 °C e humidade. Porém, estas bactérias não sobrevivem a temperaturas acima dos 70 °C. O cartão canelado é fabricado combinando várias folhas de papel numa estrutura única que faz com que a embalagem seja simultaneamente forte e leve. O processo de produção utiliza elementos aquecedores com temperaturas entre 180 °C e 200 °C. O próprio material atinge temperaturas na ordem dos 100 °C pelo menos durante três vezes, uma durante a fabricação de papel e duas durante a transformação em cartão canelado.
Segundo a FEFCO (a Federação Europeia dos Fabricantes de Cartão Canelado), a contaminação de um produto por outro é impossível porque cada embalagem é utilizada apenas uma vez. Depois da utilização, a embalagem é enviada para reciclagem, isto é, para ser de novo transformada em papel e passar por temperaturas acima de 100 °C. Ao lidar com processos que envolvem uma temperatura muito acima da temperatura máxima a que a bactéria EHJC pode sobreviver, a indústria do cartão canelado oferece uma solução eficiente para a logística segura dos produtos hortofrutícolas, com a certeza de que a contaminação não será facilitada pelo cartão canelado.

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